terça-feira, 29 de maio de 2012

Projeto Diálogos sobre Avaliação da Aprendizagem

O projeto Diálogos sobre a Avaliação da Aprendizagem nasce da premissa de que a construção de uma cultura avaliativa requer um processo formativo, alicerçado na reflexão sobre a prática e ancorado nas teorias produzidas sobre o assunto. Atrelados ao processo formativo, os resultados não podem deixar de serem documentados. Pretende-se que o produto desse processo seja a elaboração de um documento orientador das práticas avaliativas, cujo propósito é “traduzir” a concepção de Avaliação da Aprendizagem da rede escolar SESI-SP, por meio de modelos de práticas avaliativas e procedimentos que subsidiem o fazer pedagógico.
Para o desenvolvimento desse projeto, a Gerência de Avaliação Educacional contará com um grupo de apoio, constituído por 20 coordenadores pedagógicos, que atuarão como mediadores entre a equipe responsável por coordenar o processo de elaboração do documento Diálogos sobre a Avaliação da Aprendizagem e os demais coordenadores pedagógicos da rede SESI-SP.  
Realizamos dois Encontros com o Grupo de Apoio e um Encontro Regional.
Foi acordado no último encontro com o grupo de apoio, realizado em 22 e 23 de maio de 2012, a postagem de textos para subsidiar a discussões sobre autoavaliação.

Estamos postando dois textos sobre Autoavaliação:
·         A Centralidade da Autoavaliação do livro Virando a escola do avesso por meio da avaliação de Benigna Maria de Freitas Villas Boas, Editora Papirus 2ª Ed. 2009.
·         Autoavaliação como ajudar seus alunos neste processo. NOVA ESCOLA Edição 230, MARÇO 2010 site Fonte http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/avaliacao/autoavaliacao-como-ajudar-seus-alunos-nesse-processo-planejamento-538875.shtml?page=

Solicitamos que leiam os textos e postem suas reflexões a partir do roteiro de estudo abaixo, até 15/06.
Cada um dos coordenadores do Grupo de Apoio deverá postar em "comentários" suas reflexões, representações, dúvidas, esclarecimentos, sugestões ..., a partir dos textos lidos. Lembramos que os "comentários" são acessíveis a todos que acessarem ao Blog e, portanto, sempre que possível, busquemos interagir com as temáticas considerando as reflexões existentes.

Roteiro de reflexão destes textos sobre Autoavaliação, a saber:
·       Conceito de autoavaliação
·       Relação da autoavaliação e aprendizagem.
·       O papel do professor e do aluno.
·       A relação entre professor e aluno.
·       Os aspectos da autoavaliação: “a regulação da ação da aprendizagem e a metacognição”.

25 comentários:

  1. Respostas
    1. Quando nos remetemos à autonomia de nossos alunos, precisamos também trazer para estudo a autoavaliação.
      Segundo Bibiano, em texto publicado na Revista Nova Escola, a abertura para o diálogo na avaliação é uma medida interessante para o estudante se responsabilizar pelo empenho em avançar. A autoavaliação faz parte da avaliação formativa e ajuda na regulagem da aprendizagem, mas não é tão simples assim. Primeiro temos que ter um olhar atento como acontece em nossas escolas e o que os professores pensam sobre isso. Sem dúvida alguma é preciso amadurecimento e estudo quanto ao tema.
      Muitos educadores ainda sentem dificuldades quanto a prática da autoavaliação e em visualizar o quanto pode ser benéfica se bem planejada e executada.
      Não apenas nossos professores têm uma resistência, mas como diz Rubem Alves no texto “Escutatória” sobre a dificuldade em se ouvir (escutar de verdade) os outros, acredita-se que também tenhamos uma certa dificuldade em nos escutar, principalmente em nos avaliar. Isso não se refere apenas a educandos, e sim, a todas as pessoas no geral.
      Avaliar-se significa acertos e erros, e consequentemente, tomadas de decisões e mudanças de atitudes, o que recai no estímulo da zona de conforto que até então estava estagnada.
      É importante que a autoavaliação culmine na reflexão, no entendimento da aprendizagem (metacognição) e nesse âmbito, uma avaliação deve ser muito bem elaborada com os feedbacks necessários. Afinal, como toda boa avaliação formativa, o educador precisa desenvolver estratégias e ações para modificar o que está inadequado. Esse aspecto no processo é o mais difícil, segundo Bibiano. Esse instrumento deve servir para alavancar a mudança de atitudes dos alunos e cabe sim, ao professor, esse intermédio.
      Mais do que ninguém, os educandos sabem o quanto e como trabalharam para alcançarem aquela aprendizagem. O professor, nessa situação, é um parceiro para ajudar a identificar futuras ações para a melhoria da aprendizagem, aguçando a reflexão do aluno. Segundo Hadji, cabe aos professores tentar entender o que ocorre na mente dos alunos, propiciar a experiência do autocontrole, escolher as atividades adequadas, conceber situações que possam estimular uma conduta fundamentada na reflexão, privilegiar o distanciamento, reduzir a carga cognitiva que pesa sobre as tarefas entre outros, e cabe aos alunos apropriar-se dos critérios do professor e inserir-se numa ótica e numa dinâmica de reflexão em relação aos próprios procedimentos.
      O mais importante em um processo de ensino e aprendizagem é o resultado obtido e não as notas (números) que existem para uma mensuração, para um entendimento quantitativo de um processo. É preciso amadurecer a ideia da nota na autoavaliação: assim como uma avaliação formativa, seus resultados devem ser trabalhados durante o processo. A nota (somativa) pode ser interessante para o entendimento do aluno. Segundo Benigna, uma nota, em qualquer situação, deve ser utilizada a favor do aluno e quando os envolvidos participam desse processo, ganham uma legitimidade e um entendimento maior. Cabe ainda mais aos educandos amadurecer e preparar nossos alunos para essa autonomia.

      Bibliografias consultadas:

      HADJI, Charles. Ajudar os alunos a fazer auto regulação da sua aprendizagem: Por quê? Como? São Paulo: Editora Melo, 2011.

      VILLAS BOAS, Benigna. Virando a Escola do Avesso por meio da avaliação. São Paulo: Papirus, 2008. Cap. 7, p.51-26.

      Fonte http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/avaliacao/autoavaliacao-comoajudar-seus-alunos-nesse-processo-planejamento-538875.shtml?page=


      Fonte http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/charles-hadji-preciso-apostar-inteligencia-alunos-609977.shtml

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  2. Ao pensarmos em autoavaliação, uma das situações mais recorrentes que nos deparamos é achar que sua função seja apenas o aluno atribuir sua própria nota. O que deve ser focado é a análise do processo de aprendizagem todo, e não somente a atribuição da nota. A nota é uma consequência do avanço do aluno, e é o professor quem atribui. Professor este que tem o papel fundamental de levar o aluno a refletir sobre seu próprio desempenho, identificar e corrigir os seus próprios erros.
    Benigna destaca a importância de desenvolver a habilidade do autocontrole nos alunos, que deve ser construída para que o aluno tenha a possibilidade de refletir, analisar e desenvolver as atividades por meio do exame crítico da sua produção, buscando sempre uma progressão.
    Para que seja realizada uma autoavaliação com o maior sucesso possível, é necessário que todos (inclui-se professor e alunos) participem do processo de definições de critérios para autoavaliar-se. O modelo sugerido na reportagem de Nova Escola pode servir como ponto de partido para a reflexão sobre o tema: o professor deixou claro o que trabalharia com os alunos? Os itens avaliados foram discutidos e/ ou construídos coletivamente? O aluno refletiu para o preenchimento? E o professor, teve esse mesmo procedimento? Foram propostas alternativas, a partir das informações obtidas, para o avanço do aluno? O que deve ficar claro é o objetivo de encaminhar ações concretas para atacar os pontos fracos mostrados na autoavaliação, sem isso ela perde todo o seu valor.
    Pensando em todas as considerações acima, a autoavaliação deve ser mais difundida, estudada, refletida e colocada em prática. Percebemos, ainda, que são poucas as práticas realizadas.

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  3. Quando pensamos em avaliação formativa não podemos de forma nenhuma desconsiderar o papel da autoavaliação nesse processo. Se entendemos que a avaliação formativa proporciona momentos de aprendizagens e os alunos são participantes ativos nesse processo, a autoavaliação cumpre o papel de legitimar essa relação aberta entre professores e alunos, na medida que possibilita a autorregulação da aprendizagem pelo aluno tornando-o também responsável pelo ato de aprender.
    Sendo assim, a autoavaliação deve ser incentivada pelo professor a fim de desenvolver no aluno a prática constante de análise das atividades, registrando suas idéias e buscando novos caminhos para avançar em sua aprendizagem. Essa análise deve ser instruída, para que ocorra de forma reflexiva e assim possibilitar ao aluno identificar o que aprendeu, quais foram suas dificuldades e como superá-las. Dessa forma, a autoavaliação cumprirá seu papel nessa perspectiva formativa na medida que o professor faz uso dela intervindo quando o autocontrole da aprendizagem pelo aluno não estiver acontecendo. Segundo Hadji a avaliação formativa implica no desenvolvimento de atividades metacognitivas entendidas como o processo interno onde a pessoa tem consciência de suas habilidades cognitivas. Dessa forma, a autoavaliação sendo um processo metacognitivo, possibilitará ao educando refletir sobre suas ações durante o processo de aprendizagem, desenvolvendo assim sua autonomia. Diante do exposto, acredito que essa discussão sobre a autoavaliação como um dos aspectos da avaliação formativa é imprescindível nesse momento de construção de uma cultura avaliativa assim colocado por essa Gerência. Requer de todos nós o desejo de sempre avançar diante do que já foi construído e assumir uma nova postura reflexiva diante dos desafios a serem superados. São eles que nos fazem prosseguir e persistir sempre.

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  4. Refletindo sobre o que Freitas (2003, p. 28-29) diz a respeito do processo da avaliação “...adquirindo centralidade na escola como gênese do aparecimento da forma escolar -separada da vida...” colocamos para nossa reflexão “a avaliação nessa lógica fica como mais um fator de exclusão?” Nessa concepção tanto os professores assumem o papel de avaliar para atribuir nota, tanto quanto os alunos se conformam em ver a aprendizagem como algo que só tem valor a partir da nota ou do status social que esta lhe confere no espaço escolar.
    Segundo Vianna (2000, p.18), a avaliação será parte integrante do processo de aprendizagem quando professor e alunos se transformarem em aliados para o sucesso escolar.
    Assim entende-se a avaliação como mais uma etapa no processo ensino e aprendizagem sendo por meio dela que o aluno e professor se veem “diante do que se aprendeu e do que ainda será necessário aprender” delineando-se a ambos as possibilidades para a promoção da aprendizagem e, especialmente para o aluno, a tranquilidade de continuar esse percurso sem o peso do julgamento conferido pela nota (Villas Boas,2004, p.29).
    A autoavaliação é uma das formas avaliativas que leva o aluno a perceber-se no processo de aprendizagem como responsável por seu desempenho escolar. E por isso também é considerada como importante componente na avaliação formativa, pois a intenção desta prática é potencialização da aprendizagem a partir de sua autoanálise . O aluno faz a valoração de seu trabalho e tem a oportunidade de perceber sua defasagem e as possibilidades para avançar em seus conhecimentos. Professor e aluno passam a definir seus papeis: o professor coordena todo o processo e o aluno se torna corresponsável pelas ações. Nessa função a avaliação é uma ação conjunta entre professor e aluno e entre aluno e aluno.
    A autoavaliação ganha o caráter de regulação da ação de aprendizagem e de autocontrole na medida em que esta prática se tornar atividade constante em sala de aula, pois assim, quase que naturalmente o processo de autoanálise se incorpora ao comportamento cotidiano do aluno, que começa a agir por si enquanto que o professor o acompanha e orienta quando necessário. As intervenções são propostas somente quando houver bloqueio por parte do aluno.
    Nesse tipo de avaliação está a metacocgnição, que significa um processo mental interno. Por meio de um diálogo consigo mesmo o sujeito toma consciência do que ele é naquele momento, do que conseguiu até então e do que pode ser capaz de conseguir, desenvolvendo em si a capacidade de autonomia intelectual. O sujeito se torna capaz de aprender a planejar ações para superar suas dificuldades, compreendendo e fazendo julgamento de sua própria ação, autorregula e autocontrola sua própria aprendizagem.
    Villas Boas (2004 p. 44-45) considera que a metacognição é relevante na autoavaliação, pois quando os alunos estão conscientes de seu conhecimento podem aumentar as possibilidades de direcionamento à aprendizagem.
    Hoffmann (2001, p.52-54) aponta algumas premissas dentre as muitas que existem para que o processo da autoavaliação seja eficaz e realmente parte da aprendizagem:
    • desenvolver essa prática avaliativa de forma processual e não apenas ao final do trabalho;
    • ora contemplar os conteúdos conceituais, ora os procedimentais e ora os atitudinais;
    • a constância da reflexão entre um instrumento e outro permitindo a comparação e os avanços alcançados entre um período a outro...

    Acredito que será necessário ainda um profundo estudo para a implantação da autoavaliação em nossa rede de ensino para que esta se torne realmente uma prática avaliativa e não apenas mais um instrumento de avaliação instituído nas escolas. Será, sem dúvida alguma um grande avanço para nossa instituição e para nossa formação profissional porque coloca professor e aluno como sujeitos e aliados em sua ação educativa, além de promover condições para autonomia intelectual de nosso aluno e para uma ação político-social sustentável e cidadã.

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  5. Partindo do pressuposto que a autoavaliação é a manifestação de nós mesmos sobre as nossas dificuldades e opiniões em vários aspectos da vida, podemos dizer que ela baseia-se primeiramente na reflexão. No momento em que realizamos uma autoavaliação, estamos refletindo acerca de aspectos que deram certo ou não.
    Segundo o texto da Benigna, a pessoa que se dá tal oportunidade (em se autoavaliar), tende a ser uma pessoa mais segura de si, pois tem maior consciência de onde veio e onde pretende chegar, através de um diálogo consigo mesmo que permite um verdadeiro aprendizado: aprender para a vida.
    Diante deste conceito de autoavaliação, entendemos o quanto é importante esse processo mental interno, que é definido como metacognição – onde a pessoa toma consciência dos diferentes aspectos e momentos da sua atividade cognitiva – reconhecendo-se no êxito das aprendizagens.
    A autoavaliação sendo a regulação da ação da aprendizagem, passa por um processo de autocontrole = que é uma habilidade a ser construída. Desta forma, esta prática da autoavaliação, deve estar presente na escola e principalmente sendo oportunizada à nossos alunos compondo uma das ações que atende a nossa Proposta Educacional, fazendo parte da Avaliação Formativa.
    Muitas vezes, nos deparamos com a prática da autoavaliação acontecendo meramente por formalidade, sendo que a mesma tem como objetivo a regulação do processo, portanto das aprendizagens dos alunos.
    Segundo o texto publicado na revista Nova Escola (março/2010), quando o professor propõe ao aluno a sua autoavaliação, esta deve estar voltada à aspectos específicos do seu próprio desempenho com questões q ue o ajude a focar no que precisa avançar, promovendo a autorregulação. Por isso destaca-se a importância do papel do professor neste aspecto, pois é ele que, debatendo com o aluno sobre as questões reflexivas propostas de autoavaliação, é que o ajudará a refletir e compreender as dificuldades apresentadas que possam passar despercebidas.
    O texto também nos mostra os dois principais objetivos da autoavaliação: a reflexão e a ação. Primeiro o aluno reflete o que deu certo ou não, referente à seu próprio desempenho e em seguida, busca ações para reduzir ou eliminar o que deu errado.
    Muitas vezes presenciamos a prática da autoavaliação ficando apenas na reflexão e compilação de dados das respostas dos alunos, generalizando as dificuldades.
    Portanto entendemos que, se utilizar da autoavaliação e ficar apenas na reflexão e coleta de dados, não atingindo o próximo passo que é a ação – pensando no processo de autorregulagem das aprendizagens – perde-se o sentido real da prática autoavaliativa.
    Por isso novamente ressalta-se o papel importante do professor nesta prática, pois a autoavaliação serve para ajudar o docente a planejar intervenções adequadas durante as aulas. A autoavaliação deve ser um “novo ponto de partida” para o professor planejar ações voltadas a sanar o que está em defasagem.
    O texto também nos revela a importância da utilização dos diversos instrumentos autoavaliativos para cada finalidade específica de cada professor e a importância de criar estratégias criativas onde mostre realmente o que o aluno precise melhorar: se é no aprendizado de conteúdos, se é nas atitudes, se é no desenvolvimento de habilidades... Com isso a autoavaliação se tornará mais eficiente se ela for específica quanto a procedimentos / atitudes / conteúdos, analisando separadamente cada um deles.
    Portanto, entendemos que o objetivo maior na prática da autoavaliação é que o aluno se torne autônomo no processo de regular seu próprio desempenho, interiorizando tal processo, através do exercício da autorregulação que deve ser oportunizado pelo professor durante os vários momentos no processo educativo escolar. E que essa prática se torne constante em sua vida, oportunizando-o a cuidar de si próprio e se dando a chance de melhorar em todos os aspectos da vida.
    Soraia CE 026 - Jaú

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  6. Refletir sobre avaliação é pensar no como se ensina e no como se aprende.
    Avaliar nos remete a julgamento de valores e neste enfoque deve ter caráter libertador e emancipador.
    Quando se pensa numa avaliação formativa, é necessário que se contemple todas as dimensões da mesma e que se analise seus efeitos enquanto produtora de uma aprendizagem eficiente, que vise a autonomia do sujeito.
    Neste contexto a autoavaliação torna-se um instrumento imprescindível para a conquista e a formação de seres autônomos, e configura-se como parte integrante da avaliação formativa.
    É necessário um diálogo profundo no contexto da Unidade Escolar, para que a autoavaliação seja bem compreendida por todos os atores sociais envolvidos no processo de ensino e aprendizagem, para que esta cumpra o papel ao qual se destina.
    Sendo assim, cabe ao professor propor ações investigativas, que façam do aluno monitor de sua própria aprendizagem e protagonista de mudanças em relação aos seus próprios procedimentos.
    Então, em um processo de aprendizagem, o educador precisa capacitar o educando a ações de reflexão sobre o mundo e sobre si mesmo.
    Dessa maneira e sendo a avaliação uma ação social, entende-se que “O ato de avaliar” sempre inclui o estudante como agente de sua formação.
    Para que isso aconteça a autoavaliação deverá ser acolhedora e integradora, subsidiando o educando e o professor na medida em que reflete, confronta e reorienta a aprendizagem.
    Para viabilizar a autoavaliação é preciso ter conhecimento, clareza e consciência de que esta é mais um instrumento a favor do aluno e que não é um fim em si mesma, mas sim, uma ação a serviço da avaliação formativa. É um exercício de autonomia.
    Para Benigna, quando os envolvidos no processo de aprendizagem participam e entendem seus próprios erros, acertos e avanços, este conquista legitimidade e não induz a rotulações ou estigmatizações.
    Certamente a autoavaliação cria insegurança e desestabilidade, pois nos tira da zona de conforto, mas seus resultados trazem mudanças extremamente benéficas, uma vez que preconiza uma educação centrada na busca do aprender com qualidade, profundidade, habilidades e variados procedimentos que conduzam ao sucesso do educando.

    Bibliografias consultadas:

    VILLAS BOAS, Benigna. Virando a Escola do Avesso por meio da avaliação. São Paulo: Papirus, 2008. Cap. 7, p.51-26.

    Fonte http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/avaliacao/autoavaliacao-comoajudar-seus-alunos-nesse-processo-planejamento-538875.shtml?page=

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  7. Ao refletirmos acerca da avaliação formativa compreendemos a autoavaliação como um elemento facilitador da aprendizagem dos alunos. De acordo com os textos, isso só acontecerá mediante o uso das informações coletadas para propor ações que redirecionarão o processo de ensino e aprendizagem. Para que a autoavaliação se torne um procedimento a serviço da qualidade, devemos propor momentos em que os alunos vivenciem, de forma contínua e colaborativa, no decorrer de uma unidade, sequência didática, projeto, temática, situações de análise reflexiva de atividades, tarefas desenvolvidas, estudos, conhecimentos construídos, utilizando a metacognição, para conquistar autonomia ao avaliar situações de aprendizagem, enquanto sujeitos ativos desse processo. Com o passar do tempo, conseguirão transcender a mera visão classificatória e de autocontrole para uma visão de autorregulação. De acordo com Villas Boas: “A autoavaliação como manifestação de nós mesmos acerca de nossas dificuldades e opiniões em vários aspectos da vida”.
    Importante salientar o diálogo entre a teoria e a prática nesse processo de autoavaliação, evitando equívocos práticos no momento de passagem da regulação feita pelo professor para a regulação colaborativa, chegando à autorregulação: a questão da nota, tempo e objetivos da autoavaliação, seleção de critérios e instrumentos adequados e construídos colaborativamente, dentre outros. Bem como os exemplos práticos trazidos pela reportagem da Nova Escola que traduzem a possibilidade de se efetivar a autoavaliação desde a educação infantil e direciona nosso olhar, para compreendermos melhor práticas existentes no cotidiano de nossas unidades escolares.
    Assim concebida a autoavaliação contribuirá para a formação de sujeitos mais seguros, capazes de estabelecer metas e traçar estratégias eficazes para alcançá-las, pensar no processo de aprendizagem como algo prazeroso e instigante, que não se esgota nos períodos e instituições escolares, mas que se prolonga para toda a vida.

    CE 267- Garça/SP
    Zélia Inez Lazaro Rodrigues

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  8. Conversas sobre Avaliação
    Autoavaliação:

    Com a leitura dos textos “A centralidade da autoavaliação” e “autoavaliação: como ajudar seus alunos nesse processo”, deparamos com comentários a respeito de como pode acontecer a prática da autoavaliação.
    É essencial ressaltar que através da autoavaliação o aluno tem conhecimento de todo o processo que envolve as atividades e consegue identificar ações para melhoria da aprendizagem. Neste momento o aluno leva em conta o que aprendeu, o que falta aprender, os aspectos facilitadores e dificuldades do seu trabalho, tomando como referencia os objetivos da aprendizagem e os critérios de avaliação.
    O professor tem papel primordial neste processo, uma vez que continua coordenando todo o trabalho, buscando desenvolver habilidades críticas no aluno e tornando-se corresponsável no processo. Por sua vez é um momento de aprimorar a autonomia do aluno, onde através do diálogo, dos questionamentos, desafios há uma parceria entre as partes envolvidas na autoavaliação e conseqüentemente na avaliação formativa.
    A autoavaliação é um processo que requer desprendimento por parte do professor e aluno, onde busca-se um conhecimento de como desenvolver as atividades, visando sistematização da aprendizagem significativa.
    Com relação aos aspectos que engloba a autoavaliação Hadji faz menção a regulação da ação de aprendizagem, que inclui a autorregulação e a metacognição, chegando a tecer comentários a respeito.
    Outro ponto que chamou atenção nos textos é quando faz referência a atribuição de notas pelo próprio aluno, sendo que a autoavaliação é um processo a ser percorrido no desenvolvimento da aprendizagem tanto pelo professor quanto pelo aluno.
    Sabemos que o exercício de praticar a autoavaliação é recente na educação, mas acreditamos que com sabedoria e determinação se torna uma prática constante nas escolas.

    CE 109 – Franca
    Antonia E. Padua Fernandes

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  9. A partir da reflexão sobre autoavaliação, conclui que a mesma faz parte do processo da Avaliação Formativa, pois permite ao aluno compreender o seu próprio processo de aprendizagem e o funcionamento de suas capacidades cognitivas. Quando o aluno se autoavalia faz uma apreciação sobre si mesmo e sobre o seu desempenho nas atividades propostas pelo professor, se responsabilizando pela sua aprendizagem, refletindo sobre o que já aprendeu e o que ainda não aprendeu, a reflexão sobre seu próprio desempenho é um meio eficiente para o aluno aprender a identificar e corrigir seus erros. Cabe ao professor incentivar a prática da autoavaliação pelos alunos continuamente, e não apenas nos momentos por ele estabelecidos, e usar as informações fornecidas para reorganizar o trabalho pedagógico, sem penalizá-los. O papel do professor e do aluno tem que estar bem definido, no início será necessário uma parceria, para que cada participante contribua com informações que, reunidas, permitam retratar as aprendizagens é ajude o aluno a perceber o próximo passo do seu processo de aprendizagem.
    A autoavaliação passa a ter sentido na Avaliação Formativa (Hadji) englobando dois aspectos: regulação da aprendizagem e a metacognição. A autoavaliação, por meio do qual o aluno se atribui uma nota ao examinar seu desempenho é uma forma de autobalanço. Na autoavaliação o aluno tem a oportunidade de analisar o que produziu, com base nos parâmetros definidos pelo professor, o autocontrole considerado por Hadji é um componente natural da ação, é como se o sujeito constantemente se olhasse ao agir, partido de um modelo ideal ou de um sistema de normas. É um olhar crítico sobre o que se faz enquanto se faz, por meio da autoavaliação, atinge-se o desenvolvimento das atividades cognitivas como forma de melhoria da regulação da aprendizagens, almejando o desenvolvimento da autonomia do aluno. A autoavaliação serve como uma maneira de promover a autorregulação, debatendo as reflexões de cada aluno e mostrando as dificuldades que passaram despercebidas, permitindo ao aluno refletir, analisar e desenvolver as atividades por meio do exame crítico da sua produção, a fim de progredir.

    Eliete
    CE 021 Jundiaí


    VILLAS BOAS, Benigna. Virando a Escola do Avesso por meio da avaliação. São Paulo: Papirus, 2008. Cap. 7,p.51-26.

    Fonte http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/avaliacao/autoavaliacao-comoajudar-seus-alunos-nesse-processo-planejamento-538875.shtml?page=

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  10. A autoavaliação é a base da construção de uma avaliação formativa emancipatória na escola; é uma empreitada complexa,desafiadora,árdua,mas que se pode tornar apaixonante. Ela nos coloca em risco a todo o momento, demandando uma qualificação ética, política e pedagógica para poder superar a retórica e se concretizar como práxis.
    É parte essencial do processo de construção e produção de significados, faz com que o aluno tome consciência sobre o que, como e para que esteja aprendendo , é um componente importante da avaliação formativa, porque se refere ao processo pelo qual o próprio aluno analisa as atividades desenvolvidas e em desenvolvimento, não visa atribuições de notas ou menções pelo aluno e sim uma reflexão sobre o processo de sua aprendizagem. Após o aluno refletir sobre o que e como aprendeu, o professor deve analisar um conjunto de ações para modificar o que está inadequado, “afirma Leonor Santos”.
    Tierney (1991), ao apresentar o conceito de autoavaliação e sua relação com o processo de aprendizagem do aluno, demonstra como a autoavaliação é um caminho para a autonomia.
    “O objetivo é levar o estudante a confrontar seu desempenho com o que se espera e agir para reduzir ou eliminar essa diferença”.
    A autoavaliação é um processo multidirecional e pode ser estimulada e aprendida através de diversas técnicas e instrumentos. A principal dela é a observação seguida de registros e descrições das atividades realizadas, explicitando os níveis de desempenho, as dúvidas, as estratégias usadas, entre outras anotações relevantes.
    Weeden et al.(idem,p.72 entendem que a autoavaliação é mais ligada a avaliação para a aprendizagem do que a avaliação da aprendizagem, pelo fato de buscar-se o desenvolvimento da aprendizagem. Além de ser mais um instrumento para melhorar o trabalho docente, a auto-avaliação é uma maneira de promover a autonomia de crianças e dos adolescentes. Para que isso realmente aconteça, o processo necessita ser democrático. "O aluno deve dizer sem medo de ser punido o que sabe e o que não sabe. Se ele percebe que não há punição nem exclusão, mas um processo de melhoria vai pedir para se avaliar", garante Janssen.
    A autoavaliação é um processo multidirecional e pode ser estimulada e aprendida através de diversas técnicas e instrumentos. A principal dela é a observação seguida de registros e descrições das atividades realizadas, explicitando os níveis de desempenho, as dúvidas, as estratégias usadas, entre outras anotações relevantes.
    Weeden et al.(idem,p.72 entendem que a autoavaliação é mais ligada a avaliação para a aprendizagem do que a avaliação da aprendizagem, pelo fato de buscar-se o desenvolvimento da aprendizagem. Além de ser mais um instrumento para melhorar o trabalho docente, a auto-avaliação é uma maneira de promover a autonomia de crianças e dos adolescentes. Para que isso realmente aconteça, o processo necessita ser democrático. "O aluno deve dizer sem medo de ser punido o que sabe e o que não sabe. Se ele percebe que não há punição nem exclusão, mas um processo de melhoria vai pedir para se avaliar", garante Janssen.

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  11. O papel e a atuação do professor já não é há muito tempo a mesma do passado. Antes ele detinha “todo” conhecimento e depositava nos seus alunos aquilo que havia estudado. Porém, esse estudo era normalmente lido e repassado para eles sem reflexão ou visão crítica dos conteúdos.
    O professor deve, em primeiro lugar, gostar e acreditar naquilo que faz, ou seja, através de seus atos e ações ele servirá de modelo para seus alunos; se ele ensina a refletir ele deve tmbém refletir, se ele ensina a respeitar o próximo ele deve respeitar seus alunos e assim por diante. Deste modo ele está sendo uma prova viva daquilo que está ensinando, pois bem a sua frente existem seres humanos que estão sendo moldados por ele.
    O aluno é como se fosse um solo fértil, onde o professor semeia suas melhores sementes para que se produzam belos frutos. A relação professor/aluno deve ser cultivada a cada dia, pois um depende do outro e assim os dois crescem e caminham juntos. E é nessa relação madura que o professor deve ensinar que a aprendizagem não ocorre somente em sala de aula. Se estivermos atentos aprendemos a todo o momento e não só na escola com o professor. Assim, o aluno irá desenvolver um espírito pesquisador e interessado pelas coisas que existem; ele desenvolverá uma necessidade por aprender, tornando-se um ser questionador e crítico da realidade que o circunda. Como diz o filósofo: “O verdadeiro objetivo da Educação não é meramente prover informação, mas o estímulo de uma consciência interna” (Al- Ghazali).
    A relação educador-educando não deve ser uma relação de imposição, mas sim, uma relação de cooperação, de respeito e de crescimento. O aluno deve ser considerado como um sujeito interativo e ativo no seu processo de construção de conhecimento. Assumindo o educador um papel fundamental nesse processo, como um indivíduo mais experiente. Por essa razão cabe ao professor considerar também, o que o aluno já sabe sua bagagem cultural e intelectual, para a construção da aprendizagem. O professor e os colegas formam um conjunto de mediadores da cultura que possibilita progressos no desenvolvimento da criança. Nessa perspectiva, não cabe analisar somente a relação professor-aluno, mas também a relação aluno-aluno.
    Para Vygotsky, a construção do conhecimento se dará coletivamente, portanto, sem ignorar a ação intrapsíquica do sujeito.
    Inúmeras pesquisas comprovam que o bom relacionamento entre professor e aluno é o fator que mais favorece a aprendizagem e o bom desempenho, entre todos os demais elementos envolvidos como condições de trabalho, tempo que os pais passam com os filhos, número de alunos por classe etc. Esses estudos indicam também que os educadores mais eficientes são, em geral, os que sabem acolher os estudantes (vendo-os como são e não como deveriam ser), que buscam identificar e trabalhar interesses, acreditando que todos podem progredir. É preciso lembrar ainda, a importância de dominar os conteúdos da matéria, organizar bem o trabalho e a forma de lidar com a indisciplina. Construir essa relação pode demorar, mas acredito que jamais será perda de tempo.

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  12. A avaliação formativa é uma proposta avaliativa, que inclui a avaliação, no processo ensino-aprendizagem. Ela se materializa nos contextos vividos pelos professores e alunos e possui como função, a regulação das aprendizagens. Para ocorrer essa regulação, é necessário que ela trabalhe com procedimentos que estimulem a participação dos autores do processo. Ela baseia-se em princípios, que decorrem do cognitivismo, do construtivismo, do interacionismo, das teorias socioculturais e das sociocognitivas. Ela trabalha sob a ótica das aprendizagens significativas.
    Um instrumento importante e que não pode deixar de estar presente, em uma avaliação formativa, é a autoavaliação.
    A avaliação formativa é fundamentada no paradigma construtivista. Na perspectiva construtivista, as pessoas desenvolvem construções por meio dos significados e dos sentidos que atribuem aos fenômenos, que as rodeiam, nos contextos em que vivem, havendo múltiplas realidades resultantes dessas construções. É uma perspectiva relativista, pois se destina à compreensão dos processos cognitivos e metacognitivos dos alunos e os de ensino, não havendo a possibilidade de avaliar, em sua totalidade, os saberes dos alunos, a subjetividade, são inerentes à avaliação.
    A avaliação das aprendizagens ocorre como um elemento do processo de ensino-aprendizagem; há uma integração entre avaliação, ensino e aprendizagem, fazendo desses três elementos parte de todo um processo que só tem sentido, se desenvolvido de maneira integral. Para o desenvolvimento de uma avaliação coerente é necessária uma diversidade de instrumentos, que realmente, façam o levantamento das aprendizagens construídas.
    É fundamental planejar, diariamente, as atividades que serão desenvolvidas pelos alunos e elaborar estratégias individualizadas.
    A avaliação formativa proporciona condições para as regulações retroativas das aprendizagens (Perrenoud, 1999), uma vez que as dificuldades dos alunos são detectadas, após o processo de ensino-aprendizagem, normalmente, por meio do teste. Esse tipo de avaliação possui um caráter pontual, pouco interativo, é orientada para a verificação da consecução dos objetivos comportamentais e possui exigência cognitiva reduzida. Percebemos que essa avaliação, descrita por Allal (citado em Onofre, 2000), não atinge as reais intenções da avaliação formativa, mas é a que prevalece, atualmente, nos sistemas educativos. É uma avaliação, que faz parte de um processo pedagógico, que integra processos avaliativos e processo ensino-aprendizagem, tendo caráter interativo. Sua principal função é a de regular e melhorar as aprendizagens dos alunos; é a de conseguir com que os alunos desenvolvam a sua competência de domínio cognitivo e metacognitivo.
    Os alunos precisam, também, utilizar o feedback oferecido pelo professor e regular suas aprendizagens por intermédio da análise de seus processos cognitivos e metacognitivos.

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  14. Quando pensamos em avaliação formativa, pensamos também na autoavaliação como parte integrante deste processo avaliativo a favor da aprendizagem, uma vez que essa análise leva em conta o que o aluno já aprendeu, o que ainda não aprendeu, os aspectos facilitadores e os dificultadores do seu trabalho, tomando como referência os objetivos da aprendizagem e os critérios de avaliação (Villas Boas 2009).
    Com isso não se pretende delegar ao aluno a função de atribuição de notas, mas sim, o desenvolvimento de uma autonomia reflexiva sobre sua aprendizagem.
    Em seu livro “Virando a escola do avesso por meio da avaliação” Benigna M. F. Villas Boas (2009), apresenta uma citação de Weeden (pág 52) que define bem a relação entre autoavaliação e aprendizagem: “A autoavaliação é mais ligada para a aprendizagem do que à avaliação da aprendizagem pelo fato de buscar-se o desenvolvimento da aprendizagem. Afirma também que, a valorização do que o aluno pensa sobre a qualidade de seu trabalho constitui um desafio à ordem estabelecida e a rotina escolar”.
    Neste processo faz-se necessário pensar sobre o papel do professor e do aluno e a relação estabelecida entre eles. Segundo a autora (Villas Boas 2009), ao professor caberá a definição das expectativas curriculares e os critérios de avaliação. E ao aluno, expressar-se, por exemplo, com relação ao quanto trabalhou, o que ele está tentando alcançar; até que ponto ele entendeu o que alcançou; e como o trabalho se relaciona aos seus objetivos.
    Outro aspecto relevante citado no texto é com relação ao fato de a autoavaliação estar sendo empregada segundo a lógica da avaliação classificatória, na qual o professor elabora um roteiro a ser respondido pelo aluno, que é geralmente aplicado ao final de um conteúdo ou etapa definida, e o aluno é convidado a atribuir-se uma nota de forma a responsabilizar-se pelos resultados de sua aprendizagem. Esta forma equivocada de conceber a autoavaliação é também apresentada no texto de Bibiano (Nova Escola – Março/2010), onde a autora afirma que em alguns casos a autoavaliação é aplicada como mera formalidade, e a “postura crítica” da turma não vai além das declarações que o professor deseja ouvir, como por exemplo: “Preciso bagunçar menos”, “tenho de respeitar os colegas” ou “faltou estudar antes da prova”.
    Hadji (2001) afirma que a autoavaliação compreende dois aspectos: a autorregulação e a metacognição. Divide autorregulação em: autonotação e autocontrole, ou seja, na autonotação o aluno auto atribui uma nota ao examinar seu desempenho, inserindo-se assim na perspectiva da avaliação classificatória; e no autocontrole avalia seu “agir”, ou seja, um olhar crítico sobre o que se faz enquanto se faz. A Metacognição é definida pelo autor como processo mental pelo qual uma pessoa toma consciência dos diferentes aspectos e momentos da sua atividade cognitiva.
    Nesta nova perspectiva avaliativa, aluno e professor assumem seus papeis como protagonistas no processo de ensino e aprendizagem.

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  16. Pela leitura do texto de Janice que cita Hadji. Se o autor divide a autorregulação em autonotação e autocontrole, não seria interessante o aluno poder observar, refletir e atribuir uma nota ao examinar seu empenho? Penso que deve ser com a ajuda do professor, mas, se estamos lutando pelo protagonismo, pela autonomia de nossos alunos, cabe sim aos professores preparar esses alunos para isso.

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  19. Avaliação é um amplo assunto que não se esgota, sempre temos mais e mais a refletir e aprender, neste diálogo o foco de minha reflexão será a autoavaliação que é um dos componentes da avaliação formativa, fazendo parte do processo de análise contínua do desenvolvimento.
    Pautada nos textos de Bianca Bibiano e Benigna Villas Boas, faço breves reflexões sobre o tema destacado.
    A autoavaliação almeja o desenvolvimento da autonomia e construção pessoal, o foco principal de todo o desenvolvimento deste trabalho é refletir, analisar e desenvolver atividades de forma crítica, nisto se pauta todo o sentido do trabalho a ser realizado.
    Através deste princípio fica evidente que o trabalho não visa notas ou menções, mas a aprendizagem.
    Alguns cuidados devem ser observados como: deixar o aluno dar a própria nota, fazer perguntas genéricas, não comentar os resultados, deixar para o final do bimestre, pois deve-se ter como objetivo parâmentros para refletir a própria autoimagem, definir critérios, fazer uma reflexão com via de mão dupla onde o aluno se autoavalia e o professor também mantendo uma postura dialógica diante do trabalho realizado.
    Na relação professor/aluno precisa ficar evidenciado o que se espera com a autoavaliação, é importante que os alunos conheçam e tenham claro quais os desafios estão postos, o que se espera das expectativas curriculares, assim como instrumentalizar o aluno por meio de instrumentos de autobalanço e autonotação sempre visando o autocontrole, cabendo ao professor acompanhar todo o processo.
    Ao definir o instrumento avaliativo, definir também o que se espera dos conteúdos (atitudinais, procedimentais e conceituais), através desta seleção mostrar o que se espera na avaliação, pois muitas vezes os alunos se autoavaliam apenas se: não fizeram “bagunça”, se faltaram às aulas, se respeitaram os colegas, deve-se validar e diversificar a forma de avaliar, ajudando o aluno a refletir sua autoimagem.
    Expor os conteúdos aos alunos de forma que este saiba o que é essencial, aprimorando assim capacidade de registro e fazendo do aluno agente de seu processo de aprendizagem.

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  20. A autoavaliação é o ato de realizar uma apreciação sobre si mesmo ou sobre o próprio desempenho em determinada atividade, buscando evolução .
    Neste processo o aluno torna- se a cada dia mais responsável por sua aprendizagem, onde ele analisa continuamente as atividades desenvolvidas e em desenvolvimento, registra suas percepções e seus sentimentos e identifica futuras ações, para que haja o avanço na aprendizagem. Percebe-se que o professor tem o papel fundamental de estimular esta prática continuamente , usando as informações fornecidas para reorganizar o trabalho pedagógico, porém o aluno também desempenha um importante papel neste processo , já que o aluno é quem irá fornecer indícios e subsídios para que haja a atuação do professor, sendo corresponsáveis pela suas tarefas e aprendizagem , portanto ,se faz necessário a parceria entre professor e aluno neste processo.
    Neste processo os alunos se tornam agentes da aprendizagem constante , existe uma avaliação contínua, frequentemente implícita , algumas vezes inconsciente , que se bem direcionado pelo professor se torna um autocontrole espontâneo e permanente , que auxilia o aluno a construir uma instância avaliativa cada vez mais adequada, levando o aluno a conhecer o próprio ato de conhecer.

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  21. Rosane Nani, enviou em 15/06/2012 para o notes Avalensino o comentário que transcrevo abaixo.

    Ao ler os textos o que fica mais em evidencia é , novamente, a necessidade do desapego às notas. A lista de equívocos apresentadas , aponta que “ o mais grave é a falta de acompanhamento e intervenção do professor” e penso que só conseguiremos atingir o nosso objetivo com avaliação formativa na Rede, quando alcançarmos uma mudança significativa dos professores em sua postura. O professor formador é aquele que se interessa pelo processo de aprendizagem do aluno e não somente pelo produto final.
    Tenho trabalhado com quatro perguntas chaves para analisar atividades propostas pelos professores. São elas:
    - Os critérios de avaliação apontados pelo professor estão coerentes com o ensinado?
    - Fica claro para os alunos os critérios de avaliação determinados pelo professor?
    - Há proposta de autoavaliação por parte dos alunos, proporcionando momentos onde esse reconstrua seus saberes e compare seus conhecimentos anteriores com os atuais? Como?
    - O professor reservou um momento para que o feedback aconteça? Como?
    Não devemos esquecer que esse processo deve ser permeado pela ética. “ O aluno tem que saber como a sua autoavaliação vai ser utilizada pelo professor e o professor tem que cumprir com o combinado.” Villas Boas, 2008, p. 57
    A autoavaliação muitas vezes tem sido empregada como avaliação classificatória. Mais do que isso deve estar a serviço da regulação da ação da aprendizagem, o que pressupõe que o aluno tenha o autocontrole de sua aprendizagem. Essa regulação deve ser operada pelo professor somente quando o aluno não tenha desenvolvido suas capacidades para tal.
    “ A autoavaliação só o é quando cumpre o papel de autorregulação continua”, completa Hadji,( idem, p.102), isto é, quando torna-se componente natural da ação, traduzindo –se em um olhar critico para as próprias ações.
    Outro ponto a ser desenvolvido para que haja primazia é o desenvolvimento de atividades de metacognição, entendido como um processo mental pelo qual a pessoa toma consciência dos diferentes aspectos e momentos de sua atividade cognitiva.
    Ao refletir sobre o exposto, sabemos do caminho que ainda temos que percorrer para alcançarmos essa tão desejada consciência formativa, no entanto sabemos aonde queremos chegar.

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  22. Debruçando novamente na obra de Hadji com uma atenção maior voltada na autonotação e no feedback, é perceptível sua opinião sobre o assunto, para isso, é citado muitos autores para embasar as teorias.
    Hadji diferencia a autoavaliação da autorregulação. A autoavaliação tem como objetivo constatar e julgar (compara-se a avaliação somativa) e a autorregulação com o objetivo de ajustar a aprendizagem (compara-se a avaliação formativa). O autor entende que a autorregulação acrescenta à autoavaliação (p. 51) e que é um processo. Entende-se então que, dentro desse processo é necessário a autorregulação (com a intervenção e orientação dos professores) e a autoavaliação que ocorre no final do processo (autonotação), que seria um balanço do processo.
    Quanto ao feedback, é importante inicialmente que esteja claro para os professores as habilidades que envolvem a autoavaliação e que, consequentemente será necessário desenvolver em nossos alunos. Segundo Scallon (2000, p.261) a habilidade mais importante é o julgamento crítico realista. Também é preciso estar claro os critérios que se quer avaliar.
    Segundo Paquay et al. (In Figari e Achouche, 2001, p.121), para o feedback de qualidade é preciso da constatação apreciativa, que é a auto-observação e a constatação, e do autodiagnóstico que é a reflexão e interpretação das informações que coletou. Entende-se que a autoavaliação é uma ferramenta para feedback, o próprio aluno deve ser preparado para essa interpretação.
    Segundo Scallon (2000) o que ajuda no feedback é a preocupação em elaborar uma avaliação com um elevado grau de estruturação, mais restritivas, porém que ofereçam uma maior possibilidade de avaliação e devolutiva corretiva (id.,245).
    Para Linda Allal, a autoavaliação compreende sempre um processo de feedback (2001, p. 142). Entende-se então que o aluno que se autoavalia dá, para si próprio, um retorno daquilo que fez. Entende-se então que para uma devolutiva de qualidade é importante que o professor deixe claro para o aluno o que espera dele e como chegar lá. O próprio produto da autoavaliação implica no feedback para si próprio realizado por um sujeito que conduz a sua ação. Entende-se a autoavaliação sempre como um processo de feedback (2001 p. 142).

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  23. Após ler os textos propostos pela GAE e os comentários feitos pelas colegas, achei interessante e pertinente a colocação da Sheila no que diz respeito às premissas apontadas por Hoffmann (2001, p.52-54) e também "que ser´´a necessário ainda um profundo estudo para a implantação da autoavaliação em nossa rede de ensino(...)".
    A maior parte das experiências com autoavaliação que já vi trata a mesma como somativa, ou seja, acontece ao final do processo, baseia-se num questionário de perguntas e respostas, feitas para cumprir uma formalidade, como diz a Soraia no 5º parágrafo do seu comentário. Assim, a autoavaliação colocada deste modo não cumpre com seu papel formativo e faz pouca ou nenhuma diferença na vida do educando.
    É importante ressaltar o que a Benigna diz na página 53 sobre a questão da avaliação ser contínua de modo que às vezes ela é implícita e até inconsciente "olhar crítico sobre o que se faz enquanto se faz", fazendo com que o "educador precise capacitar o educando às ações de reflexão sobre o mundo e sobre si mesmo", como diz a Andréa. Avaliar-se ele já o faz, o que é preciso é aprender o que fazer com os resultados dessa avaliação.
    Ouvi uma colega professora dizer que aplicar uma autoavaliação no aluno é um ato de coragem do professor, que antes de tudo precisa estar preparado para ouvir e refletir o que escuta com maturidade para saber agir.
    Percebo que a teoria estudada é de grande valia para desconstruir representações equívocadas sobre o assunto e causar uma reflexão 'perturbadora'. De posse de todas as informações transmitidas por diferentes autores, em recortes de textos, e também dos comentários tecidos pelas colegas, penso como precisamos avançar no estudo teórico e também prático para nos repertoriarmos para exercermos na escola a nossa função de 'formadores de formadores'. Desmistificando o caráter da autoavaliação dado pelo senso comum, construindo com os professores instrumentos e formas de aplicá-la a serviço dos avanços dos alunos.
    Penso ainda que aplicar a autoavaliação seja mais do que uma decisão de atribuir ou não nota. na verdade acredito que dar uma nota seja minimizar a função desse tipo de avaliação dentro do processo formativo do aluno. É preciso ensinar o educando a pensar sobre si mesmo, sobre seu poder de escolha e sobre as consequências dessas na sua vida. Essa competência, desenvolvida na escola, com a ajuda dos professores, talvez seja a mais importante de todas, pois acompanhará o indivíduo e dela dependerá todas as outras, visto que partindo da sua reflexão sobre si mesmo se sentirá seguro e preparado para buscar formas de superar suas dificuldades e avançar.
    De todas as coisas que li sobre avaliação me chamou muito a atenção o depoimento escrito por Gabriela souza da Mata, aluna do curso de Pedagogia da UnB, e transcrito no livro da Benigna "Lições de avaliação", no qual diz:"...Porqueo "avaliar" e, principalmente, o "avaliar-se" só serão verdadeiros se por eles passar o afeto."
    Patrícia Calderaro

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